JL Campanholo

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MENOR CUSTO DAS LAJES PLANA PROTENDIDA COM CORDOALHAS ENGRAXADA ENTRE AS SOLUÇÕES EM CONCRETO ARMADO.

 

Engenharia de Valor é um processo sistemático de análise do projeto, centrado no objetivo de perseguir alternativas que cumpram as mesmas funções, mas com custos inferiores tanto a nível do investimento quanto operacional. O grande objetivo da Engenharia de Valor é o aumento da relação entre o desempenho, qualidade e funcionalidade do projeto, e os respectivos custos de implementação, operação e manutenção. Para a JL CAMPANHOLO, Engenharia de Valor, é mais do que a redução de custo de um empreendimento, é uma análise sistêmica e integrada do projeto, dos envolvidos e suas funcionalidades.

Gostaria de compartilhar com vocês minha experiência no emprego da solução estrutural em concreto armado com LAJE PLANA PROTENDIDA COM CORDOALHAS ENGRAXADA.

 

Meu primeiro contado com a execução desta solução estrutural ocorreu no início dos anos 2000. Naquele momento só possuíamos a produção nacional das cordoalhas, o restante dos acessórios como placas de ancoragem e equipamentos eram importados. Da mesma forma que não tínhamos norma brasileira específica sendo os projetos desenvolvidos pelas normas americanas.

 

O sistema estrutural começou a ser utilizado no Brasil em 3 regiões: Curitiba; Vitória e Fortaleza. Isto em virtude de que projetistas estruturais dessas localidades, confiantes na solução e buscando inovação foram aos Estados Unidos, que é o precursor da solução desde a década de 1950, para intercâmbio e joint ventures com empresas especializadas, trazendo a solução para o Brasil. Da mesma forma que a Belgo Mineira à época  – Arcelormittal atualmente –  buscava explorar o mercado produzindo as cordoalhas.

 

Executei desde aquela época inúmeras obras residenciais, comerciais, hospitalares e hoteleiras. E desde 2013 quando fundei a empresa de consultoria JLCAMPANHOLO tenho tido a oportunidade de analisar criticamente inúmeros projetos que permite afirmar que a solução em laje plana protendida com cordoalhas engraxas tem custos de 10 a 28% menor que as soluções previstas em concreto armado.

 

Procurando exemplificar com casos reais, registro os números obtidos em 4 estudos realizados:

  1. Hospital com área de 25.140,43 m2 – solução prevista em laje nervurada com cabaças plásticas e faixas protendidas;
  2. Edifício comercial com área de 13.170,05 m2 – solução prevista em laje com vigotas treliçadas com enchimento em blocos de EPS;
  3. Hospital com área de 15.176,42m2- solução prevista em laje maciça com faixas protendidas em cordoalhas engraxadas;
  4. Edifício residencial com área de 1.189,79 m2 – solução prevista em laje maciça e laje mista com blocos em EPS:

 

A tabela a seguir apresenta os quantitativos das composições de concreto, aço ativo, aço passivo e forma dos casos mencionados.

 

Observações:

  1. Os quantitativos dos projetos previstos foram obtidos com levantamento das informações constantes nas pranchas dos projetos estruturais concluídos.
  2. Os quantitativos propostos foram obtidos por estudo feito por empresa especializada em cálculo estrutural protendido em cordoalhas engraxadas com critérios e aprendizagem feita nos Estados Unidos.
  3. Deve-se considerar que no estudo 1 temos um sistema de forma em laje nervurada com cabaças plásticas o que interfere no critério de cálculo de área de formas.
  4. No estudo 2 devemos considerar que o uso das vigotas treliçadas e blocos em EPS, interferem sobre o volume de concreto e aço passivo.
  5. No estudo 3 temos a solução comparativa ideal pois os sistemas se equivalem em todas as composições.
  6. No estudo 4 devemos considerar a existência de blocos de EPS como enchimento da laje interfere no volume de concreto.

Algumas conclusões iniciais:

  • O volume de concreto entre as soluções previstas e proposta são semelhantes;
  • O volume de aço utilizado é normalmente menor na nova solução proposta;
  • Mesmo sendo o aço ativo 35% mais caro em virtude do serviço de protensão o custo final do aço na solução proposta e normalmente menor.
  • Tem-se grande ganho de produtividade no sistema de formas

 

Importante esclarecer que o ganho de produtividade das formas somente é obtido se observarmos os seguintes pontos:

  • No ganho sobre a mão de obra – considero nos orçamentos da composição das formas a mão de obra por índices homem/hora do sistema de escoramento e execução. Alerto que em caso de empresas que terceirizam mão de obra, é necessário negociar com seus empreiteiros o ganho de produtividade, e não calcular o preço por m2 de forma ou até por m3 de concreto lançado, independente do sistema de formas e escoramento oferecido.
  • Velocidade de execução da estrutura – se o cronograma de desembolso do empreendimento não permitir a agilização da execução por questões de fluxo de caixa, os

 

A tabela abaixo compara os orçamentos das estruturas dos estudos mencionados em que foi utilizado as composições SINAPI. As composições SINAPI foram das regiões de Curitiba, Blumenau e Belém, conforme a localização de cada projeto.  Esta tabela apresenta o percentual de redução do custo orçado com o sistema de LAJE PLANA PROTENDIDA COM CORDOALHAS ENGRAXADA em relação do sistema previsto inicialmente

Esses dados ratificam o que a JL CAMPANHOLO tem encontrado nos demais projetos orçados, onde conseguimos um percentual de 10% a 25% de redução de custo na execução da estrutura quando utilizado a solução de LAJE PLANA PROTENDIDA COM CORDOALHAS ENGRAXADA.

Para se obter o máximo deste ganho, deve-se observar a importância das decisões de engenharia serem feitas o mais cedo possível. Como exemplo, a decisão nas especificações das vedações internas entre alvenaria em blocos cerâmicos e paredes em gesso acartonado, pode resultar em redução de custos aproximados de 3% do custo final da estrutura, em função do menor peso próprio do gesso acartonado, além de 5% na armadura dos blocos e na redução das fundações.

Temos ainda benefícios adicionais na solução:

  • Por ser plana com número reduzido de vigas há menor necessidade de furação de vigas, além, de melhoria considerável na compatibilização com as disciplinas de instalações.
  • Redução do pé direito se comparado com as lajes nervuradas com mesmos vãos com altura menor da espessura final da laje.
  • A viga de borda é um peso morto para laje plana protendida, podendo ser utilizada como solução arquitetônica, eliminando necessidade das vigas na fachada.

 

A solução de LAJE PLANA PROTENDIDA COM CORDOALHAS ENGRAXADA também proporcionam benefícios na redução do número de pilares e do sistema de fundação. Note nas imagens abaixo das formas do pavimento tipo do estudo 4.

Obteve-se uma redução do número de pilares de 14 para 6 – sendo que o P3 é o centro de inércia da solução. Submetemos este estudo ao fornecedor de fundações e tivemos com resultado a redução em 12,33% nos custos da fundação pela centralização da carga.

 

Os resultados que obtivemos é corroborado pelo trabalho publicado pelo Prof. Manfred Theodor Schmid, disponível gratuitamente no site: http://www.rudloff.com.br/concreto-protendido/  com o título LAJES PLANAS PROTENDIDAS. Este trabalho pela qualidade da informação e didática apresentada é uma leitura obrigatória para aqueles que querem se aprofundar no tema.

 

Ao final deste trabalho o Prof. Manfred exibe algumas tabelas resumo com comparativo de custo de cada uma das soluções estudas que apresento abaixo:

A conclusão do Prof. Manfred é que a solução em LAJE PLANA PROTENDIDA COM CORDOALHAS ENGRAXADA tem uma redução de custos de 10% a 20% dependendo da solução inicialmente proposta, o que está totalmente alinhada com os resultados da JLCAMPANHOLO apresentados acima.

 

 

Para finalizar, não poderia deixar de abordar o ponto negativo normalmente citado pelos críticos do sistema, além das barreiras puramente culturais, é a preocupação com a furação das lajes na fase de projeto e eventualmente na necessidade de uma alteração pós entrega.

 

Gostaria inicialmente de informar que a solução em laje plana protendida teve nos Estados Unidos na crise de 2008, que abalou o mercado imobiliário local, um uso intensivo justamente nas obras de retrofit por sua versatilidade.

As LAJE PLANA PROTENDIDA COM CORDOALHAS ENGRAXADA proporcionam nas fases de projeto que qualquer furação seja possível, temos evidentemente pontos mais críticos junto aos pilares, nem tanto pela concentração dos cabos, mas também, pela armadura passiva de cisalhamento.

No caso de pós obra apresento um caso abaixo, vide imagens, da abertura de uma escada rolante em shopping. Neste caso a esbeltes da laje e o menor volume de concreto a ser demolido e retirado, associado a possibilidade de troca de cabos e inclusão de elementos metálicos, favoreceu a maior rapidez da execução do serviço.

Esta é apenas um dos tópicos que abordamos na Engenharia de Valor da  JLCAMPANHOLO. Temos aplicado o conceito em todas as disciplinas e oportunamente estaremos neste canal apresentado outros casos reais.

 

Gostaria muito dos questionamentos, críticas e sugestões. O compartilhamento do conhecimento é fundamental para o desenvolvimento e multiplicação do conceito de Engenharia de Valor. Fiquem a vontade, segue nosso site http://www.jlcampanholo.com.br/  ou pelo WhatsApp (41) 99218-3696.

BIM E A GAMA DE SOLUÇÕES

“BIM NÃO É UMA COISA OU UM TIPO DE SOFTWARE, MAS UMA ATIVIDADE HUMANA QUE ENVOLVE MUDANÇAS AMPLAS NO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO”

1. O que as pessoas esperam do BIM?
Este questionamento não é só dos clientes mas de todos os envolvidos da AEC. O BIM mostra a sua abrangência já na definição de seus criadores, os quais afirmam: “BIM NÃO É UMA COISA OU UM TIPO DE SOFTWARE, MAS UMA ATIVIDADE HUMANA QUE ENVOLVE MUDANÇAS AMPLAS NO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO”. Uma dificuldade de início na definição do seu escopo, impacta no processo de implantação de uma assessoria adequada para responder justamente esta pergunta. A JL CAMPANHOLO está a mais de três anos buscando desmistificar esta abrangência orientando aos seus clientes e toda a cadeia envolvida num processo contínuo de evolução de conhecimento.

2. Quais os principais recursos que as pessoas desconhecem?
Atualmente a grande visibilidade do BIM está na compatibilização em 3D, especialmente nas disciplinas de instalações. A oportunidade imediata é a precificação do BIM desde os primeiros estudos de massa e viabilidade, passando pelas diversas fases de projeto atingindo finalmente a execução da obra. Um processo de gestão de custos dinâmico apoiado no BIM permite conferir o retorno do investimento em softwares, hardwares e treinamento. A redução de custo que é possível com um trabalho de orçamentação executiva permite ao construtor validar toda o retorno do investimento na implantação.

3. Quantos softwares existem e quais são os melhores?
Atualmente o número de acordo com Smart Building – International home of openBIM são de 203 softwares BIM que utilizam a plataforma IFC de interoperabilidade.

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O gráfico acima mostra o percentual por disciplinas: Arquitetura; Análise Energética Predial; MEP – Instalações; Gerenciamento da Construção; Utilitários; Ferramentas para Desenvolvimento; Gestão da Manutenção Predial; Modelagem em Geral; Geo Referenciamento; Visualizadores; Outros e Estrutural.
A escolha adequada do software exige uma pesquisa profunda e orientada das opções de mercado, analisando não só o seu custo inicial, mais sim a utilização, custos de atualização, custos e/ou dificuldades de treinamento.

4. O que vem sendo mais usado nos escritórios e qual a sua deficiência?
Infelizmente existe atualmente uma discussão polarizada nos principais softwares de arquitetura existentes no mercado. Nós já entendemos que como os softwares BIM aceitam programações adicionais, é possível resolver eventuais deficiências que determinado software possa ter relação ao outro através da aquisição de plug-ins. E estes plug-ins podem ser adquiridos pela internet imaginando que o mundo todo está atento a estes problemas e está encontrando soluções a custos perfeitamente adequados.

5. O que a JL CAMPANHOLO faz pelos escritórios de arquitetura e engenharia?
Procuramos nos cercar de consultores e especialistas renomados no mercado para conhecer todas as opções, fazer uma análise crítica e oferecer a melhor solução no momento para a necessidade de aquisição de software, treinamento e estratégia de implantação.
Nossa coordenação de projetos com o uso de plataformas colaborativas tem melhorado sensivelmente o nível de comunicação do projeto. O uso das imagens do modelo com uma proposta bem amigável de interação tem reduzido sensivelmente a necessidade de deslocamentos e reuniões presenciais intermináveis.
A JL Campanholo por sua experiência prima pelo planejamento desde a fase de projeto com antecipação de decisões propiciadas pelo BIM que permite a redução drástica de horas de retrabalhos nos projetos.
A interação projeto/obra e obra/projeto é um dos grandes benefícios do BIM e um dos maiores desafios. A JL Campanholo compreende bastante este quesito e tem tido excelentes resultados com a sinergia do processo de projeto.

6. E pela construtora?
A Engenharia de Valor tem se mostrado pelas reduções de custos obtidas como viabilizador de tomada de implantação de novos sistemas e inovações tecnológicas. Temos já dados tabulados da solução estrutural de melhor custo benefício atualmente e a partir dela orientamos nossos clientes para que a proposta tenha o melhor desempenho de custo benefício. A análise crítica de um personagem externo integrado as lições apreendidas de outros projetos agregam muitas outras opções de fornecedores e prestadores de serviços que tem tido um resultado muito positivo. As extrações de quantitativos através do BIM dão mais assertividade à negociação tanto para quem compra como para quem vende – as reduções das incertezas se traduzem em melhores negociações. Temos também tido oportunidade de unir representantes exclusivos de matérias a novos prestadores de serviços com reduções de taxas de importação e outros custos agregados que otimizam o resultado final.
Oferecemos ainda uma proposta para o gerenciamento dos custos durante a execução da obra, com reuniões periódicas inseridas nos conceitos de construção enxuta. Estamos implantando também em 2D um sistema que permitirá a evolução para o 4D. Importante salientar que o BIM não é uma solução mágica, há necessidade de consolidação dos processos tradicionais em 2D para uma futura migração.

José Luiz Campanholo, diretor

SUSTENTABILIDADE JÁ

As ferramentas estão aí para gerarmos construções limpas, econômicas e eficientes, diminuindo o impacto ambiental
É inegável e comprovado o efeito danoso que a civilização atual está provocando no meio ambiente. A indústria da construção tem um papel extremamente relevante neste processo pelo uso intensivo de materiais extraídos da natureza – minério de ferro, argila, gesso, pedras – que comprometem o equilíbrio do planeta. Além disso temos a questão da captação de energia vinda principalmente de hidrelétricas que também comprometem o equilíbrio ecológico, por alterarem e inundarem extensas áreas. Isso tudo somado, mostra a necessidade de pensar em projetar obras e construir de forma diferente fazendo uso mais eficiente dos recursos naturais aplicados aos projetos, como por exemplo, a racionalização, conservação e uso eficiente da água, luz, ventilação, entre outras.

O que devemos saber a respeito da construção sustentável
Toda obra com certificação de sustentabilidade é uma busca da AEC em participar do esforço global de sustentabilidade. O consumidor – seja ele um grande construtor ou o cliente final que edifica sua própria casa – deve compreender que os projetos foram estudados na busca de eficiência energética e o uso racional de todos os recursos naturais. Exigir isto dos profissionais – arquitetos, engenheiros que projetam – e das empresas construtoras, fabricantes e prestadoras de serviço é um direito de cada cliente, mas ele deve desejar isto. Caso contrário, de nada adiantará termos os recursos, mas não sua utilização. É neste sentido que a JL Campanholo Consultoria e Gerenciamento vem atuando: criando uma nova mentalidade e entregando as ferramentas certas para isto acontecer.

As empresas de construção já utilizam as ferramentas associadas à sustentabilidade
Atualmente a AEC (Arquitetura, Engenharia e Construção) utiliza sistemas de certificação que possuem o intuito de incentivar a transformação dos projetos, obras e operação das edificações com foco na sustentabilidade de suas atuações.

Os mais utilizados são:

LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) – uma certificação para construções sustentáveis, concebida e concedida pela Organização não governamental-ONG americana U.S. Green Building Council (USGBC), de acordo com os critérios de racionalização de recursos (energia, água, etc.) atendidos por um edifício.

LBC Living Building Challenge (LBC) desafia os incorporadores, projetistas e construtores a pensar cada ato, desde de a fase de concepção à fase de construção, como uma oportunidade para impactar positivamente a vida da comunidade e do meio ambiente onde este edifício está ou será inserido. O sistema de certificação não possui uma lista de requisitos prescritivos, no lugar possui 20 indicadores de desempenho ambiental que devem ser comprovados durante o primeiro ano de operação do edifício. (1)

AQUA-HQE é o primeiro selo que levou em conta as especificidades do Brasil para elaborar seus 14 critérios que avaliam a gestão ambiental das obras e as especificidades técnicas e arquitetônicas. A certificação é uma ferramenta que garante credibilidade à obra. Trata-se de uma assinatura verde para o mercado. (2)

PROCEL-EDIFICA (Programa Nacional de Eficiência Energética em Edificações) foi instituído em 2003 pela ELETROBRAS/PROCEL e atua de forma conjunta com o Ministérios de Minas e Energia, o Ministério das Cidades, as universidades, os centros de pesquisa e entidades das áreas governamental, tecnológica, econômica e de desenvolvimento, além do setor da construção civil.
As ações foram ampliadas e organizadas com o objetivo de incentivar a conservação e o uso impactos sobre o meio ambiente.
O consumo de energia elétrica nas edificações corresponde a cerca de 45% do consumo faturado no país. Estima-se um potencial de redução deste consumo em 50% para novas edificações e de 30% para aquelas que promoverem reformas que contemplem os conceitos de eficiência energética em edificações. (3)

JL CAMPANHOLO E A SUSTENTABILIDADE: ONDE ATUAMOS
A JL Campanholo participou na coordenação do projeto LAGUNA-LLUM (foto) um dos primeiros edifícios residenciais no Brasil a obter a pré-classificação LEED-GOLD; no projeto BAGGIO-CLINICA BAUM onde a engenharia de valor está permitindo balizar a tomada de decisão no nível de certificação LEED e LBC. Tem procurado, independentemente da certificação formal de sustentabilidade utilizar e recomendar as premissas de sustentabilidade inseridas em todos os processos existentes. Esta é a nossa missão.

Fontes:
1 www.sustentarqui.com.br
2 www.planetasustentavel.abril.com.br
3 www.procelinfo.com.br

“Concentre-se naquilo em que você é bom. Delegue todo o resto”

Steve Jobs

Entrevista com o engenheiro José Luiz Campanholo, diretor da JL Campanholo Consultoria, mostra a importância da construção da engenharia de valor.

Fale um pouco a respeito do que o motivou a abrir a sua própria empresa de consultoria, durante a fase mais importante de sua carreira, quando era diretor de uma grande empresa de construção.
A maior parte dos mais de 35 anos de minha carreira como engenheiro civil formado foram ligados à execução de obras. Sempre fui uma pessoa proativa e a cada problema encontrado em obra, quer por falta de informações ou de qualidade de projeto, procurava alternativas de me antecipar aos problemas. Detestava os retrabalhos e transformava estes problemas em lições apreendidas.
Da mesma forma, me defrontava com a falta de engenharia de valor na tomada de decisão de emprego de materiais e processos construtivos. Nos últimos anos como diretor à frente de uma construtora, quando cheguei a administrar até 200 projetos de residências personalizadas ao mesmo tempo, me desloquei para área de projetos e personalização. Acreditava que nesta posição iria resolver os problemas da obra, pois aí era o nascedouro de todas as decisões. Foi neste momento que me defrontei com as dificuldades de compatibilização de projetos em 2D, assim como de coordenar todas as informações advindas. Basicamente, a coordenação se detinha em tentar e cobrar prazos e elaborar atas de reunião. Encontrei novo alento no conceito BIM. Para elaborar um projeto “full BIM” há a necessidade de antecipar todas as informações da execução da obra: memorial descritivo, memorial de encargos de serviços, fases executivas e cronograma da obra.

Em sua opinião, quais as principais deficiências das construtoras brasileiras?
Não há coordenação de projeto voltada para Engenharia de Valor, que é o que a nossa consultoria está pregando hoje tanto para fornecedores, como para construtoras, incorporadores, arquitetos e engenheiros. Na cultura atual não se valoriza a fase de projeto. Busca-se contratar o projeto pelo menor preço possível, não observando que se está dando um tiro no próprio pé. A fase mais importante de uma obra como um todo, na minha opinião, está na CONCEPÇÃO DE PROJETO E NÃO NA EXECUÇÃO DA OBRA. A qualidade da execução da obra está diretamente ligada à qualidade da concepção do projeto. Não adota-se uma gestão de custos dinâmica que se inicia no estudo de viabilidade, passa pela fase de projeto e culmina com a execução da obra. Há uma enorme ausência de planejamento em todas as fases.

E para o fornecedor da área de construção, onde é a falha?
A falha aqui é consequência da ausência de projetos detalhados e bem concebidos, já numa outra cultura, que é a que pregamos, que deveria ser a de planejamento. O fornecedor atua sempre já considerando a enorme possibilidade de retrabalhos. Na prática, tem que embutir no preço as possibilidades de atraso e conflito de informações, assim como as mudanças frequentes quando a obra orçada está em curso. O fornecedor falha também por não existir um cronograma real e fiel de execução. No momento que
dota-se o fornecedor das informações adequadas e planejamento das atividades, o preço da mão de obra cai assustadoramente.

O que é engenharia de valor para a JL Campanholo Consultoria e Gerenciamento?
Engenharia de valor significa colocar todas as tomadas de decisão de um empreendimento, desde o estudo de massa da viabilidade até a execução da obra, à luz e frieza dos números: o custo das tomadas de decisão. A tomada de decisão de escolha de materiais e processos construtivos deve ser feita o mais cedo possível com sugestões e análise crítica profunda das alternativas. É isto o que oferecemos. É um olhar especializado que só quem está de fora da estrutura da empresa e tem grande experiência pode oferecer. Como diz Steve Jobs: “Concentre-se naquilo em que você é bom. Delegue todo o resto.” Ao delegar para a JL Campanholo o empresário terá mais assertividade, organização, lucro e certamente conseguirá assim mudar procedimentos e atingir a qualidade total. Isto é o que propomos.

Onde a atuação da JL Campanholo tem sido mais eficiente ou aplicada?
Atendemos vários clientes. Em linhas gerais são essas as nossas principais ações nas empresas: coordenação de projeto voltada à engenharia de valor; análise crítica e estudos de alternativas de subsistemas; gestão de custo dinâmica e orçamento executivo; elaboração de planejamento e cronograma físico-financeiro.

Quais os formatos em que sua assessoria é contratada: por obra, por orçamento, por período?
Somos contratados principalmente por obra e também por projeto, independente em que ponto ela está: se em fase de criação/aprovação do projeto ou já durante a construção. O que fazemos inclui: planejamento e levantamento de dados; análise crítica da solução e memoriais descritivos; sistema de orçamento e o planejamento da execução. É desafiador, mas todos os resultados compensam, porque nossa atuação age diretamente na mudança da forma de planejar e construir, trazendo resultados positivos para todos.

José Luiz Campanholo, diretor da JL Campanholo Consultoria e Gerenciamento

E o lucro?

Método de cálculo da construção civil leva a erros e perda de lucro

José Luiz Campanholo

Você já pensou nisso? A bibliografia acadêmica mostra
claramente que erros nas diversas fases da orçamentação vão desde 40% a 30% na fase de estimativas, até 10% a 5% nos projetos executivos. Isto pode significar toda a margem de lucro de um empreendimento imobiliário!
A JL Campanholo que acompanha o mercado de construção há tantos anos adquiriu uma grande expertise vinda do gerenciamento e administração de obras personalizadas. Independente do porte de cada uma delas, as falhas iniciam já no momento da orçamentação.
E isto acontece porque apesar de toda a tecnologia existente nos dias atuais, ainda se constrói e pensa como se estivéssemos no século dezenove. É necessário mudar a cultura e por isso em nosso blog iremos continuar a abordar o tema, sugerindo não apenas o debate, como o olhar mais aguçado para que esta mudança aconteça desde já.

POR ONDE A MUDANÇA COMEÇA
O ponto de partida desta mudança une o estudo de viabilidade e a forma como o custo é calculado. Todos sabemos que o valor de uma obra é ainda hoje definido através de um único parâmetro: o valor do m2 por área. Sim, isso soa natural aos nossos ouvidos, pois sempre se agiu assim, é cultural, mas não reflete o que já se discute há anos nos respeitados meios acadêmicos.
Vamos ver o que diz a literatura: “o custo de construção é o mais difícil de estimar, pois é resultante da somatória de inúmeras parcelas que evoluem à medida que um empreendimento é desenvolvido.” *
Gosto de comparar uma obra a um organismo que à medida que evolui vai tomando corpo e vida própria, como uma planta que necessita de cuidados especiais por estar sujeita ao clima, ao ataque de pragas, mas que desde o início já tem características determinantes. Para preservá-la, a habilidade e conhecimento do jardineiro é fundamental
Um projeto também é assim: tem características próprias – onde será construído, formato, tamanho, estilo, a que tipo de consumidor se destina -; tem uma data para ser finalizado (para nascer); está sob riscos e ameaças – inflação, atrasos na obra devido ao clima ou à falta de matéria prima, embargos de origem legal, recessão -; e à habilidade do material humano envolvido – arquitetos, engenheiros, projetistas.
Quando criamos a JL CAMPANHOLO nos propusemos a fazer parte de todo este processo, auxiliando etapa por etapa, com um olhar de quem está de fora mas conhece todo o processo e atuará para alcançar a qualidade total.
Estamos empenhados em fazer a mudança agora mesmo.
Continuaremos a tratar de como isto acontece apresentando aqui os cases de cada um de nossos clientes. É sempre um prazer compartilhar conhecimento, experiência e mudança.

*Custo sem Susto (Gonçalves e Ceotto, 2014)

Mudar a cultura = economizar

José Luiz Campanholo

Dois milhões e meio de reais. Este foi o valor economizado em uma obra de 122 milhões de reais. Resultado de um trabalho realizado com assessoria especializada em BIM - Building Information Modeling (Modelagem da Informação da Construção).
Os profissionais da JL Campanholo atuaram na fase de aprovação do projeto pré-executivo. O arquitetônico já pronto, desenvolvido por renomado escritório brasileiro de arquitetura, possuía certificação LEED, ou seja, estava adaptado aos mais altos parâmetros de sustentabilidade e eficiência. Porém, especificar é uma coisa, detalhar é outra.
E isto porque mesmo usando a tecnologia BIM há necessidade do emprego da engenharia de valor que é essencial para se obter as melhores soluções e custos aderentes às metas. A JL Campanholo analisou em separado propondo sugestões para todos os subsistemas, como estrutural, fachada, sistema de instalações e outros.
Numa boa assessoria pode-se chegar a dados normalmente nunca considerados no custo, como, por exemplo de até 8% em economia de tempo na entrega da obra e entre 5% e 10% de redução de desperdício. Isto não é pouco, considerando-se os altos investimentos envolvidos na construção de uma obra, seja ela do porte que for.
O caso que citei no início deste texto, é de um projeto para um empreendimento da área hospitalar. Uma obra inovadora em termos de saúde, que privilegia uma arquitetura de primeiro mundo, voltada para o bem-estar dos pacientes.
O edifício em questão foi projetado para ser construído com laje nervurada. Na análise que a JL Campanholo desenvolveu, descobrimos que aquela proposta inicial poderia ser revista, optando-se pela laje maciça protendida. E foi esta escolha que permitiu a economia de 2 milhões de reais. Como e porque isto aconteceu?
O TEMPO DE EXECUÇÃO DA OBRA DIMINUIU
Fizemos economia de tempo. Foi possível reprogramar o cronograma com redução de 35 % do prazo da estrutura.
O FRETE E VALOR FINAL DO PRODUTO FORAM REDUZIDOS
Explico. Há um único fornecedor de laje nervurada no Brasil e ele teria que encaixar o pedido deste projeto específico em sua linha de produção, retardando o início da obra. O transporte, por sua vez, demandaria a utilização de 22 carretas que percorreriam um percurso mais longo entre a fábrica e o ponto de entrega, no Sul. Outro aspecto é que por ser um fornecedor sem concorrentes, não existia nenhuma margem para negociação de preço.
Na opção feita pela laje maciça protendida, indicada pela JL CAMPANHOLO já o número de fornecedores era maior, portanto ampliando as chances de flexibilizar o preço. Também foi escolhido um fabricante próximo, diminuindo o valor de frete, assim como o número de carretas necessárias que de 22, na opção por laje nervurada, passaram a ser apenas 12 necessárias para transportar a protendida.
MELHOROU O CONFORTO ACÚSTICO
Alguém poderia perguntar: e o arquitetônico, não sai perdendo nada com isso? Afinal o escritório especificou outra solução!
A resposta é não.
Mantivemos a mesma qualidade estética, sem interferência no visual como um todo da obra associada a outra vantagem muito importante para construções da área da saúde: a proteção acústica. Ocorre que a laje protendida, por ser plana com um número muito pequeno de vigas, não determinou nenhum conflito na alteração do projeto. Pelo contrário, a solução eliminou a necessidade de custo de proteção acústica nos fechamentos das nervuras na ordem de quinhentos mil reais o permitiu pagar o refazimento do projeto e ganho de 2DB no isolamento acústico.
Soluções como essas estão ao alcance de todos. Começamos pela mudança de cultura. Mudando a cultura, mudamos a forma como fazemos. E todos lucram.
A JL Campanholo tem isto por missão.
Consulte-nos, em qualquer fase em que seu projeto esteja, certamente há um modo novo de fazer. E de fazer melhor.

José Luiz Campanholo, engenheiro civil, tem 25 anos de experiência no mercado de construção civil. Em 2013 fundou a JL Campanholo para oferecer consultoria, coordenação de projetos, análise crítica, solução de custos e implantação BIM (Building Information Modeling) em projetos.